Para mim, não há nada como os diamantes. São preciosos, transparentes, luminosos e do tamanho que se quiser. Os diamantes de que vou falar neste blog não são só os minerais. Diamantes podem ser os amigos, a família, uma peça de roupa nova... ou puramente uma extravagância mineral. Não deixem de visitar as outras páginas do Blog - viagens, moda, filmes e música!
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sábado, 18 de setembro de 2010

POESIA

A vida também é feita de palavras. E a falta que elas fazem é tão grande...... Se não fossem as palavras, como é que eu poderia fazer este blog? ;-)

Não sei se seguem a série Brothers & Sisters, mas aqui fica um poema lindo que foi dito pela Kitty no casamento do Justin e da Rebecca. Inspirem-se!



i carry your heart with me by E. E. Cummings


i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate,my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

i carry your heart (i carry it in my heart)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA 2010

Atenção, dia 16 é o último dia da Feira do Livro de Lisboa.
A minha amiga Cristina deu-me uma excelente idéia: fazer durante o ano uma lista dos livros que quero comprar e depois é só esperar pela abertura da feira.

Mas, mesmo não tendo feito a dita listinha, é um sítio agradável e altrnativo para sair um bocadinho à noite. Há onde tomar um café calmamente sentado a ouvir leitura e declamação ao vivo, há onde comer farturas e churros, há onde ouvir música ao vivo, há onde descansar e há muitos, muitos livros por onde escolher!!

Por falar em livros, porque não criar um recanto de leitura em casa?
Ficam alguma idéias para todos os gostos.













sexta-feira, 7 de maio de 2010

ÓSCAR

Ontem, depois do fantástico dia de trabalho que tive, decidi ir fazer a minha ronda habitual na livraria Bertrand. Queria não só ver as novidades como também fazer uma lista mental do que quero trazer da Feira do Livro de Lisboa.

Depois de muito deambular os olhos pelas prateleiras estava desolada e com vontade de um conforto gastronómico para compensar tanta história triste de desencontros e desamores... só se escrevem histórias deamores frustrados e de mulheres com problemas de relacionamento. Apreeee!
Engraçado que, acerca de homens, não se gasta tanto papel...

Mas enfim, depois deste episódio encontrei um livro com um gato na capa. Óscar. É o nome do gato.
Fica o artigo que saiu no jornal Público. Vale a pena ler.


ÓSCAR NAS SUAS RONDAS PELO LAR DE PROVIDENCE


O gato Óscar não é médico. Na verdade, não consta que tenha sequer frequentado o ensino básico. Mas, apesar da evidente falta de qualificações, e mesmo com a grande desvantagem que é não ter polegares oponíveis, Óscar é uma referência para os profissionais de saúde do Steere House Nursing and Rehabilitation Centre, em Providence, nos Estados Unidos, que trata doentes com Alzheimer e Parkinson. Uma espécie de Dr. House, mas com mais pêlo e sem o vício em Vicodin. Só que Óscar não tem o dom de salvar vidas — a sua especialidade é saber qual dos pacientes já tem hora marcada com a morte.


Num artigo publicado no prestigiado New England Journal of Medicine, o geriatra e professor universitário David Sosa explica como Óscar anuncia a morte iminente de um doente. Todos os dias, Óscar levanta-se da sua posição favorita e dá início a um passeio pelo 3º piso do centro de saúde. Quarto após quarto, o gatinho de dois anos de idade vai-se abeirando das camas, cheira os doentes e, de vez em quando, entrega a sua mensagem de morte: sobe para a cama, enrosca-se no corpo do doente e fica ao seu lado até ao último suspiro.

Este comportamento já foi verificado por mais de 25 vezes, segundo o professor da Universidade Brown, num testemunho corroborado pela sua colega Joan Teno. Em declarações à Associated Press, esta especialista em tratamento de doentes terminais da Universidade Brown diz mesmo que Óscar não tem rival na desagradável tarefa de predizer a morte de um paciente.

Jean Teno conta que ficou convencida quando presenciou o 13º caso do mensageiro da morte de quatro patas. Numa das suas incursões aos quartos do hospital, Óscar não subiu para a cama de uma doente que os médicos sabiam estar a viver as suas últimas horas. Quando Joan Teno esperava que Óscar transformasse em comportamento aquilo que já todos sabiam, o gatinho retirou-se do quarto, deixando a especialista convicta de que tudo afinal não passava de uma série de coincidências. Dez horas mais tarde, a paciente soltava o seu último suspiro, já sem a presença de Joan Teno. O que a médica só veio a saber mais tarde é que Óscar tinha regressado ao quarto da doente duas horas antes da sua morte. Subiu para a cama, enroscou-se e ficou ao seu lado até ao último suspiro. A médica tinha errado o seu prognóstico por algumas horas, mas o gato estivera lá no último momento.

Ninguém sabe explicar o comportamento de Óscar. Para a médica Jean Teno, o gato responderá a cheiros, ou então conseguirá interpretar algo a partir do comportamento das enfermeiras, que o criaram desde bebé.

Já Nicholas Dodman, especialista em comportamento animal no hospital veterinário da Universidade de Tufts, no estado do Massachusetts, considera que a chave está no tempo que Óscar dispensa aos vivos e aos moribundos. Para Dodman, quando o gato sobe para a cama de um doente pode estar apenas à procura do cobertor aquecido com que as enfermeiras costumam tapar as pessoas que estão prestes a morrer.

Seja qual for a explicação, os médicos e as enfermeiras do Steere House Nursing and Rehabilitation Centre consideram que a colaboração de Óscar é inestimável, já que lhes permite telefonar aos familiares dos doentes para que estes não passem sozinhos os seus últimos momentos de vida. Ou pelo menos que os passem acompanhados pelos seus entes queridos, já que ninguém lhes tira o calor de uma pequena bola de pêlo cinzento e branco.